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O que é e para que serve o exame de RX Veterinário ?

Atualizado: 26 de abr. de 2022



O QUE É O EXAME DE RAIO-X? Antes de tudo: os raios-x são radiações eletromagnéticas que têm como característica a capacidade de interagir com a matéria, levando à formação de uma imagem. O exame de raio-x, portanto, tem como objetivo auxiliar o veterinário na avaliação das estruturas presentes na cavidade torácica, abdominal e também os ossos e as articulações do paciente. Dado o fato de que este é um exame onde são adquiridas imagens em um mesmo plano, é importante que o médico veterinário radiologista realize duas ou mais projeções perpendiculares, para que se crie uma imagem bi-tridimensional e assim, uma adequada avaliação das estruturas. O posicionamento radiográfico correto é muito importante para que seja mantida a anatomia radiográfica dos órgãos, pois alterações nas posições do exame podem acabar por sugerir anomalias inexistentes. Por ser rápido – o processo de obtenção das imagens não costuma levar mais do que cinco minutos -, indolor e não-invasivo, o raio-x é ideal para a avaliação dos órgãos da cavidade abdominal e torácica e também de ossos e articulações de animais de diversos portes. Ele pode ser utilizado tanto em animais domésticos mais comuns, como gatos e cães, quanto em animais mais exóticos. Exceto em casos específicos, como os que envolvem dor e desconforto e impedem o posicionamento radiográfico, o paciente não costuma ser sedado. Falaremos mais sobre algumas destas circunstâncias no tópico abaixo. QUAIS SÃO AS INDICAÇÕES DO RAIO-X? É comum que o veterinário peça o exame em casos de suspeita de comprometimento nos tecidos ósseos e articulações, alterações na silhueta das estruturas da cavidade torácica e abdominal, na ingestão de objetos estranhos radiopacos e também em caso de suspeita de tumores. Algumas regiões avaliadas pelo exame de raio-x são:

  • Tórax

O raio-x é capaz de avaliar estruturas como a silhueta cardíaca, os pulmões, traquéia e esôfago. Para que o exame seja eficiente, é importante que seja adquirida uma boa imagem com posicionamento correto: por exemplo, na projeção ventrodorsal é necessário a coluna vertebral fique sobreposta ao esterno. Se isto não acontece, cria-se a falsa impressão de que a silhueta cardíaca possui alterações em sua forma e/ou tamanho. Isto, como se pode imaginar, pode resultar em um falso diagnóstico;

  • Abdômen

Neste caso, o veterinário pode pedir o exame radiográfico para pesquisar a presença de corpos estranhos radiopacos, indícios de processo obstrutivo, avaliar o trânsito gastrointestinal (para tal, ministra-se contraste radiopaco por via oral), fazer a contagem de fetos, entre outras coisas. Em alguns casos, é interessante associar aos achados radiográficos outros exames de imagem. Quando suspeita-se de que há presença de corpo estranho no trato gastrointestinal e/ou processo obstrutivo, por exemplo, exames ultrassonográficos trarão outras informações importantes que o raio-x não é capaz de fornecer, como a motilidade intestinal e indícios da presença de estruturas não-visíveis pelo exame radiográfico, como fios, espuma e similares;

  • Crânio

Nos permite avaliar alterações na cavidade oral, as articulações temporomandibulares, a cavidade nasal e os seios frontais;

  • Coluna vertebral

São avaliados as partes ósseas e articulares dos corpos vertebrais e também os espaços entre uma vértebra e outra. Alterações nessas estruturas podem indicar a presença de discopatias e processos degenerativos. Para que o exame seja feito corretamente e sejam adquiridas imagens com posicionamento radiográfico correto, é possível o veterinário radiologista sugira a contenção química do animal. Esta escolha se dá porque a tensão muscular pode fazer com que, por exemplo, os espaços entre uma vértebra e outra fiquem diminuídos, o que poderá sugerir erroneamente alguma alteração no disco invertebral;

  • Pelve

Frequentemente indicado para a detecção da displasia coxofemoral, uma doença hereditária que causa alterações no desenvolvimento da articulação do quadril e proporciona dificuldades de locomoção e quadros de dor intensa. Em situações como esta, é necessária a contenção química do animal. O posicionamento perfeito para a realização do exame exige total relaxamento muscular, o que não costuma ocorrer quando o animal está estressado e/ou com dores.

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